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segunda-feira, 26 de julho de 2010

Nosso abraço à Mané

Mané guerreiro... 75 anos de coragem!
Mané e os holofotes.. regisatrar 75 anos do velho Mané
Eu e Bebel as "babaçus" arrochando Mané num abraço repleto de amor!

Quero viver oitenta anos! É muito? Hum!! E se for parecido com os 75 anos de Mané!!!![????

Mané Guerrerio, travesso, teimoso e vivinho da silva!
Só isso, já bastava a humanidade
75 Manés.
Máné, somos felizes por sabermos que somos parte de sua vida
e que a nossa vida é melhor depois de sua chegada pra nós.
Te abraçamos com amor e alegria.
És tu nosso exemplo de homem bom.
Fique conosco ainda por muito tempo.
Alegre os nossos coraçoões com a tua sabedoria.
Deus existe e cuida de nós e nos dá de presente a tua presença.
Parabéns a Mané

Roberto Henrique, Bel Babaçu, Ana Babaçu e Vanusa Babaçu

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feira Internacional de Artesanato e Mostra fotográfica



Imperatriz recebe expositores de diversos países para apresentarem o que há de diferente em artigos artesanais. A I Feira Internacional de Artesanato, acontece dos dias 16 a 25 de julho. Além das mercadorias disponibilizadas para apreciação e comercialização, o evento apresenta para expositores e visitantes atrações culturais locais, grupos como o Bumba-meu -boi de Vitória (Conjunto Vitória) composto por adolescentes e jovens, e o grupo Kizomba já marcaram presença no palco da feira. Nesta quinta-feira é a vez da artista imperatrizense LENA GARCIA, mostrar o que há de melhor na música popular maranhense. A partir das 20h a artista solta sua belissima e encantadora voz para todos os presentes no centro de convençoes, local onde acontece a feira.



Registramos também a presença de mais uma artista local na Feira Internacional: Vanusa Babaçu, que exibe 30 fotografias registrando o universo camponês maranhese, onde pés, mãos e fatos cotidianos é mostrado com arte pelo olhar e lente da fotográfa imperatrizense. A mostra permanecerá para apreciação e visitação durante todos os dias da Feira. A curadoria da exposição é de Cairo Morais.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um poema para manuel


Somos a fome das greves, das sombras incertas.
nascemos da dor da tortura,
infortúnio certo e incorreto das gerações que não morrem.
nem a prata de judas, nem o punhal de brutos ou a tesoura de dalila acabarão com o aurora que conceição já fez amanhecer.

Antonio Fabrício





Paginás da História do povo que a borracha não apaga

A História não pode ser apagada por borracha alguma. Aqueles que pretendem anular os veredictos da História geralmente o fazem por mexericos. Os mexeriqueiros, aqueles que mexericam, formam uma corrente humana de amplo espectro ideológico, social e econômico. A defesa de uma nacionalidade acrítica sedimenta essa corrente “pra frente”. Ela se agrupa aleatoriamente. Um deputado de esquerda se afina com um deputado de direita sobre o código florestal. Eles se agarram a uma “verdade” - a de que o código florestal torna impraticável a agricultura no Brasil – e com essa “verdade” mexericam para que a História se paralise perante o que pretendem.

As pessoas temem os mexericos porque eles compõem parte da História do Brasil, uma história de golpes e de contragolpes e de conchavos políticos que se alimentam e se retroalimentam de qualquer “verdade” que o capital e as elites instituam como a “verdade absoluta”. Os políticos, de maneira geral, adoram mexericar e ouvir mexericos porque assumem o caráter de confidência. Aquele que confidencia pede segredo, nem que seja apenas de quem confidenciou. Quer dizer: revele o milagre, mas não revele o santo. Deter segredos para o político simboliza poder e influência. Quase no mesmo nível de um padre.

Sabe-se que em todas as famílias alguém se incumbe de mexericar sobre a vida alheia. Como um hobbie. Contudo, tanto no caso da política como no caso da igreja, os mexericos duelam pelo posto de versão oficial da instituição até que um dos mexericos vença. A peteca dos mexericos inegavelmente açoda os instintos mais nefastos da classe política. Eles caçam adversários reais ou fictícios como o código florestal, como os quilombolas, os indígenas e os movimentos sociais.

Quem “mexerica” muito, sem revelar seus segredos ou dos “seus” para alguém, mas envenenando as pessoas, seus rios e seus animais com seus agrotóxicos são os plantadores de soja do Baixo Parnaiba maranhense.

A fazenda Europa, município de Mata Roma, uma propriedade de 10 mil hectares, polui o riacho da Taboquinha com os venenos que seus funcionários aspergem sobre a lavoura de soja. A comunidade da Taboquinha que vive no Baixão e na beira do riacho já sente os efeitos danosos dos venenos como problemas respiratórios. A sorte deles é que a água que consomem vem de poços. Nem o mais corajoso bebe das ou banha nas águas do riacho.

Um tal de Raul envenena a comunidade com suas palavras racistas como quando afirmou que nem Deus gosta dos moradores da Taboquinha porque perderam o arroz plantado devido a falta de chuvas. A fazenda Europa afronta os direitos humanos da comunidade de Taboquinha de todas as formas. Apresenta dividas junto ao Banco do Nordeste desde os anos 90. Essas dívidas possibilitariam a criação de um assentamento federal em vez dos plantadores de soja desmatarem quantidades imensas de bacuri e de pequi para alimentarem as baterias de carvão vegetal da Margusa.

Por outro lado, a comunidade de Quebra Coco, município de Buriti de Inácia Vaz, denunciou publicamente os plantadores de soja pela contaminação dos seus moradores. O uso de aviões está cancelado.

Mayron Régis

Essa viagem aconteceu numa parceria do Fórum Carajás,SMDH e Aprema e contou com apoio da ICCO e da FASE.

sábado, 19 de junho de 2010

Manoel da Conceição - Batalha do Cerrado

BATALHA DO CERRADO
(para o líder camponês Manoel da Conceição)
Mané anda lento
Mané vai à roça
Mané vai à luta
Mané filosofa:
Um boi, dez posseiros
Um dono, mil bois
Na luta por cerca
Não sobra pros dois
Mané fez da perna
Uma queda de braço
Um dedo em riste
Ao rei do pedaço
É da Conceição
De tantas Marias
Mané rebeldia
Mané liberdade
Mané foi chamado
De vil comunista
Mané natureza
Mané humanista
Mané quer os meios
De o pobre ser rico
De muita cultura
Pro Zé e pro Chico
Me diz, ó Mané
O que é que tu quer...
Comida pro Chico
Cultura pro Zé
Farinha de puba
Beijú e café
Futuro pro povo
La no Pindaré
A mata nativa
Do cerrado em pé
Piaba no fogo
Pimenta e chibé
Em noite de lua
Um bom cafuné.

“Cesar Teixeira”
(Do CD Pedra de Cantaria de Gildomar Marinho)

Manoel da Conceição - Viva

Prezad@s maranhenses,
sabe, ficando pensando em algumas coisas. Sou bem mais novo que o seu Manoel da Conceição. No entanto, minha vida - mesmo nunnnnnnnca ter sido filiado ao PT, porém sempre convicto de que seria o melhor partido que o país teria para governar com Lula à frente - tem algumas poucas semelhanças com o sr. Manoel da Conceição.
Lembro que em 1989, meu pai mandou me prender - pra cadeia mesmo - por conta de ter estampado uma bandeira do PT sobre o telhado de minha casa e por estar à época, fazendo boca de urna pro Lula.
Na eleição seguinte, contra o FHC, mais uma vez fui perseguido, desta vez politicamente.
Ou seja, em ambas as situações fui perseguido - inclusive dentro da própria família.
Se a FUNAI é esta sucata que é hoje, é por única e exclusiva culpa de um certo senador (que já foi do PFL, do PSDB e hoje está no PMDB) que foi presidente daquela instituição e que à época utilizava os aviões da mesma para uso próprio e dos garimpeiros que adentravam às áreas indígenas, entre as quais a T. I. Yanomami, para a retirada de minérios. E o pior: Lula o indicou para responder como Líder do Governo no Senado Federal.
Na Câmara dos Deputados, o governo Lula tem como vice-lider outro calhorda que coincidentemente foram eleitos pelo povo de Roraima. Ambos, com bastante interesse nos recursos da FUNASA, principalmente da saúde indígena.
Outro vice-lider do governo Lula na Câmara dos Deputados foi eleito em Alagoas. Procurem saber quem é a família??? Da até medo, só de pensar no que fazem e no que são capazes....
A esperança que eu tinha no PT e no Lula, morreram.
Esta história de ter melhorado a renda dos pobres, é pura balela! Se de fato isto estivesse acontecendo as cadeias públicas não teriam tido o salto na população carcerária como a que teve nestes últimos 8 anos.
Chega de bolsa família, bolsa escola.... enfim.... bolsa esmola!
Chega de Sarney, de Jáder Barbalho, de Renan Calheiros (lider do PMDB, que indicou o vice de Dilma), de Romero Jucá, de Hélio Costa, de Garibaldi Alves, de Edison Lobão, de Gilvam Borges, entre muitos outros...
É por isto e por mais (muitas) outras que tenho medo até do olhar da Dilma!!!! Pra mim esta mulher é uma ditadora, assim como são Fidel, Ahmadinejad e Hugo Chávez que em nome de socialismo, acabam detonando o povo.
E viva Manoel da Conceição!!!!
Luís Eustórgio
Ah! E podem escrever aí: vão expulsar o Domingos Dutra do partido logo após as eleições indpendentemente dele estar eleito ou não. Aliás, acho que ele não será eleito porque vão fraudar as urnas aí no Maranhão. Pode escrever isto aí.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Manoel da Conceição - E os dono do Maranhão

O Maranhão dos medos, o Maranhão da miséria, do analfabetismo, da corrupção, enfim, o Maranhão, como é conhecido em quase todos o cantos da federação brasileira - o Maranhão da família Sarney. Tal adjetivo é de causar raiva e, sobretudo, vergonha para os/as maranhenses que tem de ouvir tamanho insulto. Maior insulto ainda é ver um partido que, historicamente, lutou contra as forças oligárquicas no Brasil, contra quem as bancou e as apoiou, mesmo quando ainda utilizavam-se de fuzis e metralhadoras, mesmo quando ainda utilizavam-se da tortura e da matança de companheiros e companheiras em todos os cantos desse país e ainda fora dele.
A decisão do Diretório Nacional a respeito do rumo do PT maranhense na disputa eleitoral foi um tiro no pé de Lula e da candidata do PT, a companheira Dilma Roussef. Não. Definitivamente não. Tal decisão foi um tiro no peito de cada companheiro e companheira que construiu o PT histórico, que não mediu esforços para que fosse um dia possível Lula presidente, tendo que pagar, muitas vezes, com sua própria vida.
Manoel da Conceição, Domingos Dutra, Terezinha Fernandes, expõem suas vidas na tentativa de salvar a história do Partido dos Trabalhadores no Maranhão, porque salvar o partido da forma que está posto em nosso estado, será preciso expulsar Washington e sua trupe - eles seriam muito mais importantes preenchendo as fileiras do DEM ou do PMDB, ou melhor, empregados na mansão de Sarney, como limpadores de pinicos.
Encerro esse lamento, valendo-me das palavras de Pinheiro Sales, também fundador do PT junto a Manoel da Conceição: "[...] Precisamos colocar em jogo a vida, quando a dignidade da vida corre perigo. E, no Maranhão, a dignidade da vida está correndo perigo, porque apoiar tiranos como o Sarney. Tiranos como aqueles que integram a família de Sarney. Isso é um atentado à vida, à dignidade, à justiça, à democracia e, principalmente, à esperança!".


João Baptista de Sousa
Imperatriz - MA