nascemos da dor da tortura,
infortúnio certo e incorreto das gerações que não morrem.
nem a prata de judas, nem o punhal de brutos ou a tesoura de dalila acabarão com o aurora que conceição já fez amanhecer.
Antonio Fabrício
Postado por Centru Maranhão às 06:21 0 comentários
A História não pode ser apagada por borracha alguma. Aqueles que pretendem anular os veredictos da História geralmente o fazem por mexericos. Os mexeriqueiros, aqueles que mexericam, formam uma corrente humana de amplo espectro ideológico, social e econômico. A defesa de uma nacionalidade acrítica sedimenta essa corrente “pra frente”. Ela se agrupa aleatoriamente. Um deputado de esquerda se afina com um deputado de direita sobre o código florestal. Eles se agarram a uma “verdade” - a de que o código florestal torna impraticável a agricultura no Brasil – e com essa “verdade” mexericam para que a História se paralise perante o que pretendem.
As pessoas temem os mexericos porque eles compõem parte da História do Brasil, uma história de golpes e de contragolpes e de conchavos políticos que se alimentam e se retroalimentam de qualquer “verdade” que o capital e as elites instituam como a “verdade absoluta”. Os políticos, de maneira geral, adoram mexericar e ouvir mexericos porque assumem o caráter de confidência. Aquele que confidencia pede segredo, nem que seja apenas de quem confidenciou. Quer dizer: revele o milagre, mas não revele o santo. Deter segredos para o político simboliza poder e influência. Quase no mesmo nível de um padre.
Sabe-se que em todas as famílias alguém se incumbe de mexericar sobre a vida alheia. Como um hobbie. Contudo, tanto no caso da política como no caso da igreja, os mexericos duelam pelo posto de versão oficial da instituição até que um dos mexericos vença. A peteca dos mexericos inegavelmente açoda os instintos mais nefastos da classe política. Eles caçam adversários reais ou fictícios como o código florestal, como os quilombolas, os indígenas e os movimentos sociais.
Quem “mexerica” muito, sem revelar seus segredos ou dos “seus” para alguém, mas envenenando as pessoas, seus rios e seus animais com seus agrotóxicos são os plantadores de soja do Baixo Parnaiba maranhense.
A fazenda Europa, município de Mata Roma, uma propriedade de 10 mil hectares, polui o riacho da Taboquinha com os venenos que seus funcionários aspergem sobre a lavoura de soja. A comunidade da Taboquinha que vive no Baixão e na beira do riacho já sente os efeitos danosos dos venenos como problemas respiratórios. A sorte deles é que a água que consomem vem de poços. Nem o mais corajoso bebe das ou banha nas águas do riacho.
Um tal de Raul envenena a comunidade com suas palavras racistas como quando afirmou que nem Deus gosta dos moradores da Taboquinha porque perderam o arroz plantado devido a falta de chuvas. A fazenda Europa afronta os direitos humanos da comunidade de Taboquinha de todas as formas. Apresenta dividas junto ao Banco do Nordeste desde os anos 90. Essas dívidas possibilitariam a criação de um assentamento federal em vez dos plantadores de soja desmatarem quantidades imensas de bacuri e de pequi para alimentarem as baterias de carvão vegetal da Margusa.
Por outro lado, a comunidade de Quebra Coco, município de Buriti de Inácia Vaz, denunciou publicamente os plantadores de soja pela contaminação dos seus moradores. O uso de aviões está cancelado.
Mayron Régis
Essa viagem aconteceu numa parceria do Fórum Carajás,SMDH e Aprema e contou com apoio da ICCO e da FASE.
Postado por Centru Maranhão às 06:17 0 comentários
Postado por Centru Maranhão às 05:11 0 comentários
Postado por Centru Maranhão às 04:31 0 comentários
Postado por Centru Maranhão às 15:05 0 comentários
O deputado federal Domingos Dutra (PT-MA) e Manoel da Conceição, um dos fundadores da legenda petista, pessaram mal na manhã desta sexta-feira e foram atendidos no Serviço Médico da Câmara dos Deputados, em Brasília. Conceição já tinha sido socorrido na última terça-feira e tomado soro fisiológico. Os dois estão fazendo uma greve de fome há uma semana, em protesto contra o apoio da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores ao PMDB do Maranhão, em relação à pré-candidata e atual governadora Roseana Sarney.
Não há previsão de alta. O fundador do PT chegou a interromper o protesto durante 24 horas na última quarta. Já Domingos Dutra afirmou que só vai voltar a se alimentar depois que o partido retirar o apoio aos Sarney. A Executiva Nacional chegou a intervir no diretório maranhense para evitar que os petistas locais confirmassem apoio ao pré-candidato do PCdoB, deputado Flávio Dino.
No começo da semana, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) convidou o parlamentar a se filiar aos quadros da legenda no estado.
Postado por Centru Maranhão às 10:51 0 comentários
Maranhão, berço de heróis!
Eu que empunho bandeiras
na minha poesia
ouço inerte
teu grito
...
covardemente
me calo.
Assino manifestos
falo com dois ou três
juntos recolhemos
o ensaio de um grito
que poderia queimar
os bigodes do diabo.
Não tenho um prato de justiça sequer
para aplacar o que te devora por dentro
não tenho sequer desapego ao prato
que continua vazio
na lavoura minguada
dos dias esfomeados .
Eu que leio Maiakovski
canto Garcia Lorca
não sou capaz de ir além dos versos
não tenho coragem de ofertar
minhas mãos de poeta
ao machado perverso
dos coronéis.
O tempo se arrasta
manchado do teu sangue
e de outros Manés e Margaridas
que fizeram do próprio medo
motivo pra seguir na batalha
Enquanto o senhor da morte
continua lavando o ventre da terra
com sangue e agrotóxico.
Mata pássaros!
Extingue bichos!
Esquarteja gente!
na monocultura do poder.
Os que já foram teu escudo
hoje te apontam rifles
com balas de arame farpado
te lançam punhais
enferrujados pelo sangue
dos atraiçoados.
Não sei fazer outra coisa
senão poemas
que não resolverão nada
que não aplacarão sequer
a vergonha que sinto deste medo
costurado sob os mulambos de minha pele
Me agasalho em bandeiras
desbotadas de medo
com a covardia natural aos nascidos à fórceps
sob o sol de um maranhão
dominado pelo chicote da mentira.
E me calo
enquanto mil vozes gritam
dentro de mim
sem que minha poesia
saiba decifrar os código secretos
da tua coragem.
(Lilia Diniz- artista maranhense)Postado por Centru Maranhão às 10:48 0 comentários